Como ajudamos um cliente a padronizar os testes e garantir 100% de cobertura nos cenários críticos de negócio

Fomos chamados para substituir seis sistemas legados por uma solução integrada em uma seguradora, desenvolvendo uma estratégia de qualidade unificada e sustentável com base em um diagnóstico profundo do contexto, dos desafios e dos objetivos da empresa.

Fomos chamados para atuar em um projeto desafiador em uma seguradora: substituir seis sistemas legados por uma única solução integrada, com mais de 30 sistemas conectados, diversos parceiros e equipes de testes envolvidos. A missão? Criar uma estratégia de qualidade unificada, eficaz e sustentável.

Nosso ponto de partida foi compreender a fundo o contexto da empresa, seus objetivos estratégicos, principais gargalos e identificar como poderíamos contribuir para a melhoria contínua da qualidade do processo e do produto de software. A partir disso, estruturamos uma estratégia de qualidade baseada em seis pilares:

1. Conscientização sobre a importância dos testes
Como etapa inicial, promovemos ações para aumentar a conscientização do cliente sobre o impacto da qualidade no sucesso do projeto. Para isso, realizamos workshops com o objetivo de:
  • Reforçar a importância do investimento em qualidade desde as fases iniciais do ciclo de vida do software
  • Evidenciar os benefícios da prevenção de falhas, como a redução de retrabalho, diminuição de custos e mitigação de riscos em produção.
  • Consolidar a qualidade como diferencial estratégico para a sustentabilidade do projeto.
2. Uso de métricas de qualidade como instrumento de gestão
Também destacamos a importância do uso de métricas como ferramenta de acompanhamento e tomada de decisão durante o projeto. Entre as principais utilizadas, estão:
  • Performance de testes
  • Taxa de defeitos por aplicação em cada fase
  • Cobertura de testes por aplicação
  • Tempo médio de resolução de falhas
  • Taxa de retrabalho e reincidência de bugs 

Essas métricas foram monitoradas continuamente e integradas aos Reports gerenciais diários, promovendo transparência e controle sobre o progresso das validações. 

3. Definição de estratégia de testes

Desenvolvemos uma estratégia de testes robusta e adequada ao contexto do projeto, contemplando:

  • Planejamento prévio de todas as fases de testes e gestão de defeitos;
  • Identificação e mitigação de riscos associados ao projeto;
  • Definição dos tipos e níveis de testes (unitários, integrados, sistêmicos, regressão, UAT);
  • Estruturação dos ciclos de testes, ambientes utilizados e cronograma de entregas;
  • Estabelecimento de indicadores de qualidade e critérios de aceite.
4. Onboarding e capacitação da equipe

Para garantir o alinhamento entre as equipes, realizamos um onboarding completo com os profissionais envolvidos nos testes. Essa etapa incluiu:

  • Apresentação das ferramentas utilizadas para testes e gestão de defeitos;
  • Workshops técnicos e de negócios para promover o entendimento dos processos de negócios;
  • Detalhamento sobre o funcionamento do sistema central e suas integrações. 
5. Aplicação de boas práticas de engenharia de qualidade

Com a equipe capacitada, passamos à execução prática com base em boas práticas da engenharia de qualidade, incluindo: 

  • Mapeamento de processos de negócio e suas particularidades;
  • Análise e refinamento de documentos de requisitos em parceria com usuários e analistas;
  • Identificação e validação de cenários de testes relevantes, com foco em abrangência e impacto; 
  • Disseminação de reports diários com indicadores de performance, promovendo visibilidade e transparência; 
  • Acompanhamento diário de defeitos para previsões de correções e remoção de impedimentos. 
6. Testes automatizados e uso de inteligência artificial
Visando a otimizar o processo de validação e aumentar a eficiência a médio e longo prazo, incentivamos o desenvolvimento e a aplicação de testes automatizados, especialmente em cenários críticos. Isso permitiu:
  • Maior agilidade na detecção de inconsistências; 
  • Redução do esforço manual em ciclos de regressão; 
  • Melhoria contínua no tempo de resposta da equipe de testes. 
A aplicação dessa estratégia consolidada de testes trouxe resultados expressivos e mensuráveis:
  • Mais de 8.000 casos de testes executados, abrangendo requisitos funcionais e não funcionais; 
  • Cobertura total (100%) dos fluxos críticos do sistema; 
  • Redução de 50% no tempo de validação a cada release; 
  • Queda de 45% nas falhas em produção;

Sendo importante destacar que, mesmo após 2 anos de projeto, o processo de testes permanece funcional e operante, consolidando a importância do planejamento prévio e estruturado.

Logo, a experiência vivenciada neste projeto reforça a importância de construir uma estratégia de testes sólida, personalizada ao contexto do cliente e alinhada às boas práticas do mercado tecnológico. A combinação entre planejamento assertivo, capacitação técnica, uso inteligente de ferramentas e foco contínuo em qualidade resulta não apenas em entregas mais seguras, mas também em legados duradouros para a organização.

Investir em testes e qualidade não é apenas uma escolha técnica, mas uma decisão estratégica que impacta diretamente a sustentabilidade, a confiança e o sucesso de produtos e serviços no mercado.

Como aponta o World Quality Report 2023-24, 47% dos líderes de tecnologia consideram a ampliação da cobertura de testes uma prioridade estratégica para os próximos anos — e não à toa: segundo dados da IBM Research, uma falha identificada apenas em produção pode custar até 30 vezes mais do que se fosse detectada ainda na fase de desenvolvimento.

Quer saber como escalar a cobertura de testes na sua empresa e amadurecer a qualidade em grandes projetos? Fale com a T2M.

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