| Compliance. Esse
é o termo em inglês que usamos para definir
a necessidade de aderência aos padrões, certificações
e regulamentações no mercado. A sopa de letrinhas
que inunda as publicações e atormenta as cabeças
dos gerentes de TI não pára de crescer. CMMi,
ITIL, ISO, six sigma, SOX, Cobit, Basiléia, etc.,
são só algumas das mais populares.
Uma pesquisa da CFO Magazine em 2003 apurou que 80% dos
executivos achavam que regulamentações (no
caso Sarbanex- Oxley) não afetariam os orçamentos
de TI. Já em 2005, a mesma revista apurou que 96%
atribuíram falhas nas auditorias a sistemas/TI.
Faz todo o sentido, afinal, em muitas corporações,
boa parte dos processos de negócio é implementada
por sistemas e, portanto, TI (notadamente a área
de desenvolvimento de sistemas) tem muito a ver com Compliance,
ou pior, com a falta dele.
No fundo, olhando a situação de uma maneira
mais ampla, estamos falando de governança das empresas
para garantir transparência para o mercado e para
os investidores. A questão é que na realidade
atual, não dá para pensar em governança
em uma empresa sem pensar em governança em TI. E
é exatamente nesse ponto que as certificações
e padrões começam a desempenhar os seus papéis.
São eles que indicam para as empresas os caminhos
para ter processos confiáveis e auditáveis
de maneira rápida e comprovada. Daí vem a
grande demanda do mercado por implementar tais coisas.
Mas uma questão não pode ser esquecida, a
produtividade e a velocidade de reação ao
mercado. Invariavelmente, ao adicionar as atividades previstas
nesses processos ao
dia-a-dia das empresas, afetamos a produtividade dos Times
envolvidos. Não tem jeito, são mais coisas
pra fazer, documentos e procedimentos que antes não
existiam (ou podiam ser ignorados) agora são auditáveis
e precisam fazer parte do trabalho. E agora?
Para garantir que os novos processos possam ser implementados,
sem prejudicar o desempenho, é indispensável
a automação, ou corre-se o risco de ver a
iniciativa ir por água abaixo. São as ferramentas
de produtividade que vão garantir a aderência
àquilo que foi definido como processo a ser seguido
por aquela empresa, mais ainda, são elas que vão
conseguir gerar as evidências para as auditorias que
virão.
Tenho certeza de que, a esta altura,você leitor que
não trabalha numa grande empresa ou multinacional
está pensando que não tem nada a ver com isso...
A realidade é que com a aceleração
do processo de globalização, as grandes empresas
e até governos estão tendo que garantir a
aderência de seus processos, inclusive afetando a
cadeia de fornecedores. Isso quer dizer que esses grandes
contratadores que têm que aderir a regulamentações
e certificações, e que terceirizam partes
de seus serviços, já estão cobrando
dos fornecedores que também sejam aderentes aos mesmos
padrões. Na prática, para competir, muitas
empresas de médio e pequeno porte já começam
a se preocupar com o que parecia apenas um problema para
as grandes corporações.
Felizmente, já há no mercado empresas prontas
a ajudar os grandes e os pequenos a enfrentar o desafio
do Compliance. Essas empresas, entre elas a IBM, são
capazes de personalizar soluções de acordo
com a necessidade de cada Cliente e garantir uma transição
sem traumas para essa nova realidade.
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