| Empresários reclamam do retorno financeiro de investimentos em mídias sociais, enquanto outros veem benefícios do monitoramento dos sites.
Está claro que as empresas usam as redes sociais para se conectarem aos clientes. Mas quais são os meios de sucesso nessa nova mídia e como as companhias devem agir? Esse foi um dos principais assuntos da Seattle Interactive Conference, evento que reuniu há alguns dias empresários do setor de tecnologia para discutir tendências de mercado.
"Não temos visto muito retorno do investimento", afirmou David Camp, diretor da Amazon Wireless, setor de venda de celulares e serviços do site.
Mas a vice-presidente de marketing da fornecedora de Parallels, Kim Jonhston, disse que a desenvolvedora de softwares para Macs obteve bons retornos das mídias sociais – apesar de não ser o mesmo ao que Camp se referiu. "Pode ser em insights, não apenas em dinheiro", declarou Kim. A Parallels aprende muito sobre os clientes via Facebook e Twitter, acrescentou.
Falar sobre fluxo de feedback de clientes pode ser difícil, disseram palestrantes e espectadores presentes no evento. A operadora T-Mobile monitora redes sociais para reunir insights que podem ajudar no desenvolvimento de produtos, afirmou o gerente do serviço de voz por IP da empresa Bobsled, Alex Samano. Mas "é preciso avaliar o que deve ser considerado", já que nem todos que compartilham informações no Facebook são necessariamente clientes representativos.
Ainda assim, interagir com clientes nas mídias sociais pode ser útil. Dez anos atrás, era comum pagar até 150 mil dólares para reunir um grupo segmentado de clientes. "Isso não é mais necessário", acrescentou Samano.
A porcentagem de internautas que se tornam clientes reais varia de empresa para empresa. A Amazon Wireless, por exemplo, não encontrou ferramentas para ser eficiente em converter o tráfego das redes sociais em vendas, afirmou Camp.
Já a T-Mobile obteve grande sucesso para alguns produtos. A companhia lançou um serviço inicialmente apenas para usuários do Facebook, e, após anúncios na mídia, 3 mil internautas por hora começaram a se inscrever no serviço, de acordo com Samano.
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